“São essas dores silenciosas que invadem minh’alma bloqueando minha existência. Dores que quebram meu coração em tantos pedaços, centenas e centenas de vezes; não que eu venha a ser o culpado por uma lenta cura, talvez mesmo, por assim dizer, ele apenas se quebra com tanta facilidade que parar o tempo pra curá-lo não é válido. Coração que uma vez foi quebrado, jamais voltará a ser o mesmo, disso tenho certeza. Só que a vida não está disposta a te esperar; a esperar que cuide de cada machucado, de cada ferida, de cada lágrima. O tempo não irá parar para que tu enxugues suas lágrimas ou chore todas de uma só vez. A vida continua, segue como um rio, com percurso pré-definido. E por mais que essas lamentações venham a cortar teu coração como uma maldita lâmina absurdamente afiada, nada, nada vai parar para saber como você se sente. Como se tudo ao teu redor se tornasse escuro, sufocante, amargo demais. Em sua boca fica aquela sensação de sede que não passa, e não há água que a mate, nem...