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Mostrando postagens de março, 2012
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“São essas dores silenciosas que invadem minh’alma bloqueando minha existência. Dores que quebram meu coração em tantos pedaços, centenas e centenas de vezes; não que eu venha a ser o culpado por uma lenta cura, talvez mesmo, por assim dizer, ele apenas se quebra com tanta facilidade que parar o tempo pra curá-lo não é válido. Coração que uma vez foi quebrado, jamais voltará a ser o mesmo, disso tenho certeza. Só que a vida não está disposta a te esperar; a esperar que cuide de cada machucado, de cada ferida, de cada lágrima. O tempo não irá parar para que tu enxugues suas lágrimas ou chore todas de uma só vez. A vida continua, segue como um rio, com percurso pré-definido. E por mais que essas lamentações venham a cortar teu coração como uma maldita lâmina absurdamente afiada, nada, nada vai parar para saber como você se sente. Como se tudo ao teu redor se tornasse escuro, sufocante, amargo demais. Em sua boca fica aquela sensação de sede que não passa, e não há água que a mate, nem...
“ Tem gente que me vê, mas não me enxerga. O âmago da essência queda soterrado abaixo dos escombros da pele. Não quero ser querida pela cor dos meus olhos, o cabelo, o corpo, o seio avantajado ou a carcaça de mulher vestindo uma criança. Quero ser querida por gostar de flores sem nunca ter sido presenteada com uma, por ser amorosa, por perdoar quando a falha despedaça, por gostar de cantar debaixo do chuveiro, errar a letra em inglês, por achar bonito o canto dos pássaros ou a voz de artista que ecoa no rádio; por usar roupas largas dentro de casa para sentir que tudo cabe dentro de mim, ou por gostar de tragédias românticas e ser uma, num amanhã distante. Porque eu observo em silêncio cada detalhe do rosto, para sentir o cheiro, prolongar o carinho, até a largura de um dedo e outro (você não sabe, mas fiz isso quando lhe vi). Porque eu permaneci em silêncio ao vê-lo, para quedar dois ou três minutos observando e absorvendo o sorriso acanhado e triste. Pela vontade em tocá-lo quando, p...
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Os caminhos não são retos, as pessoas não são amigáveis como queríamos. O vento nem sempre alivia do calor, a água do banho nunca parece estar na medida certa. O rosto não sobrevive um mês inteiro livre de espinhas, o cabelo têm um Fríz aqui e ali .  Nem a música escapa,uma nota ou outra não encaixa, desafina.  E continuamos com essas imperfeições , é preciso continuar.  Com uma intensidade bem comum, paramos em algum lugar. Exaustos de tanto lutar, de bater sempre de frente com uma barreira. E clamamos aos céus , ao vento, a quem quiser ouvir “Por que ?” Porque não pude, porque não tive, por que perdi? Porque?” E quando percebemos ,estamos em um cercado de interrogações e perguntas sem respostas . Essa angustia aperta o peito , e ativa as lágrimas, é inevitável . A essa altura já estamos culpando todos aqueles que passaram de alguma forma na nossa vida, tentando achar uma resposta convincente ,” Foi ele, levou todos os meus sonhos”,”Foi a falta de ter ele, isso me...
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A palavra saudade é uma palavra muito estranha. Julgo que todas as palavras poderão ter mais do que um significado, mais do que uma interpretação, sendo que o interior de quem a profere ou sente apresenta um papel preponderante à significância da dita. Mas ainda assim, esta assume-me um caráter muito peculiar. Por saudade costuma entender-se a falta de alguém que nos falta, que por motivos diversos se encontra longe. O estranho é quando ela se dirige a alguém que está muito perto, mais precisamente, exatamente ao nosso lado. Ai necessitamos obviamente de realizar aquele exercício íntimo e de extrema eficácia, que trata a análise interna dos que nos estão próximos e de nós mesmos. Proximidade externa, nem sempre significa proximidade interna. E o oposto também poderá ser verdade. ”
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Posso compartilhar algo com você? Eu queria falar de coração aberto sobre tudo que passa pela minha mente agora. Primeiramente, devo confessar que o futuro me assusta, porque depende de tanta coisa que foge do controle. E eu sou controladora. Muito controladora. O presente tem sido de descanso, aquela pausa dramática para que se possa recuperar o fôlego, beber uma água e continuar a andar. Prosseguindo sem correr. A pressa atrasa a perfeição. E, às vezes, eu fico confusa com o que quero e com o que não quero. É chato ter que ficar decidindo tudo o tempo todo, além disso, a decisão errada pode alterar o resto da minha vida, então o peso da responsabilidade fica impossível de lidar. Eu gosto de ser criança, de ter minha mãe dando palpite, de assistir desenho animado e chorar, de assistir filmes e falar com a TV como se os personagens pudessem me escutar. Desejo sim ir à Universidade e arrumar um emprego, mas não quero abandonar minha essência nem ser taxada de criança pelos outros. P...